10 mitos sobre a sexualidade da mulher

Culturas machistas, como as dos países latinos, relegam a sexualidade feminina e tiram valor, gerando informações que nem sempre é verdadeira, prejudica as relações do casal e, por vezes, põe em risco a saúde.


Mitos-Sexo-Feminino


Parece incrível que em pleno século XXI, algumas crenças limitem o exercício da sexualidade das mulheres, seja por preconceito ou por transmissão de geração em geração de informações sem base científica, que desorienta a jovens e adultos a ponto de colocar em risco a sua estabilidade física.


Se bem que o trabalho dos meios de comunicação tem servido para divulgar aspectos importantes sobre a saúde sexual das mulheres, bem como a importância de ir ao médico diante de qualquer dúvida ou indício de problemas, parece que o feito fora insuficiente ainda. É por isso que apresentamos informações que podia ser de utilidade para a sua vida íntima, e que certamente refletirá em uma melhor relação de casal.


1. O sexo oral não produz câncer:


Tanto a chamada boquete com (excitação do homem a partir de beijar seus genitais) como o cunnilingus (estimulação oral na área genital feminina) contam com um halo de insegurança que limita a sua prática, principalmente devido a que tanto esperma como secreções genitais são veículos trasmisores de vírus, bactérias e fungos geradores de infecções venéreas, mas nunca câncer. O risco reside quando a boca ou os órgãos sexuais têm uma ferida que seja a porta de entrada para os micro-organismos mencionados.


Não é demais fazer referência às doenças que podem contrair-se através do sexo oral:



  • Herpes. Se sofre de uma infecção fúngica na boca (manifestada nas comissuras dos lábios), não se deve praticar sexo oral, pois você pode facilmente contaminar a área genital; produz coceira, ardor e dor.

  • Gonorréia. É produzida por uma bactéria (Neisseria gonorrhoeae), transferida da área genital pode atacar as paredes da uretra (canal por onde passa a urina) no homem, e pela vagina, na mulher, ou do ânus, reto e a garganta em ambos. Se não se trata a tempo, pode ser muito irritante e ter consequências, como a impossibilidade de ter filhos, problemas no coração, pele e articulações.

  • Sífilis. É adquirida através de contato sexual com pessoas afetadas em fase contagiosa, seja de forma anal, oral ou convencional. A bactéria (Treponema pallidum) produz uma úlcera (chagas), que se manifesta em alguns dias, mas de não tratar permanecerá no corpo, é reproduzido e terá episódios de manifestação e outros de inatividade ao longo dos seguintes 2 a 20 anos; os casos avançados manifestam inflamação dos ossos e cartilagens (osteocondritis), além de afetar a pele, mucosas, músculos e/ou do coração, e pode resultar em cegueira, surdez, paralisia, dano cerebral e, em alguns casos, a morte.

  • Aids (síndrome de imunodeficiência adquirida). Não só é transmitida pelo esperma e o sangue, mas também por secreções vaginais e lubrificantes da uretra masculina contaminadas, facilitando a sua entrada no organismo através de feridas por onde haja contato com sangue; o vírus da imunodeficiência humana (HIV) enfraquece o sistema do organismo que combate as doenças (imunológico), o grau de infecção que, em condições normais, é inofensivo pode levar a causa para a morte.

2. Ingerir esperma não é prejudicial:


Cientificamente está comprovado que entre os componentes do sêmen encontram-se proteínas, mas dificilmente se poderia garantir que sua ingestão representa um aporte de nutrientes significativo como para cobrir os requerimentos de uma pessoa para a sua vida cotidiana ou, menos ainda, para aumentar de peso. Por outro lado, não há evidência de que engolir secreções vaginais ou esperma seja prejudicial à saúde, a não ser que tais fluidos vindos de uma pessoa que tenha uma doença de transmissão sexual, como as indicações anteriormente.


3. A mulher ejacula:


Para muitas mulheres é motivo de vergonha molhar os lençóis, ou até mesmo o colchão, com o fluido segregado involuntariamente, no momento do orgasmo, pois costuma ser confundido com urina por ser expelido pela uretra (canal por onde é retirado o líquido de descarte).


Vamos por partes. É bem sabido que a mulher produz uma secreção vaginal no momento da excitação, que tem como objetivo lubrificar as paredes do órgão para que a penetração não seja dolorosa. Muitas mulheres lubrificam abundantemente —o que não indica sempre que se trate de uma mulher multiorgásmica—, mas também não é esse fluido o segregado durante o clímax do orgasmo.


As pesquisas mais avançadas apontam que o fluido expelido é um líquido alcalino segregado pelas glândulas parauretrales, e em sua constituição, têm-se encontrado uma enzima chamada fosfatase ácida prostática e glicose (açúcar); o mecanismo de liberação é acionado como resultado das contrações pélvicas durante o orgasmo. Devemos deixar claro que nem todas as mulheres apresentam ejaculação feminina, que a mesma não depende de algum tipo especial de estimulação e que entre aqueles que manifestam haverá maior ou menor quantidade.


4. A vagina expele ar:


Também é causa de sofrimento para muitas mulheres o fato de que, durante o encontro sexual o órgão reprodutor feminino expulse o ar e faça barulho semelhante a saída de gases no estômago por ano, sem o aroma característico destes últimos. Bem, porque há duas maneiras de ter uma presença de ar na vagina:



  • A existência de certas leveduras (fungos) na área; quando este é o caso da expulsão de ar será quase imperceptível, e ser acompanhado de um cheiro um tanto desagradável; haverá que fazer paps com colposcopia para confirmar a presença de microrganismos e o tratamento a seguir.

  • Ao ter relações sexuais, o movimento do pénis empurra o ar para o interior do útero, de forma que tenderá a sair quando o órgão masculino o permita, podendo ser até mesmo um tanto barulhento (para algumas meninas igualmente penoso). Evitando as posições em que você tem o coito que permitem a entrada de ar se acabarão os problemas.

5. A penetração anal não é somente para pervertidas:


Se bem que ainda em nossos dias continua riscando a masturbação como algo indevido e mórbido, a prática do sexo anal supera o anterior como transgressor por ser qualificado como “sujo”, “perverso” e “do gosto dos corruptores”. O certo é que o ânus tem tantas terminações nervosas sensíveis como a vagina ou pênis, o que é igualmente capaz de produzir prazer; inclusive, algumas pesquisas a respeito indicam que há mulheres que só podem alcançar o orgasmo, por esta via, sem que intervenha a vagina ou clitóris, mas não é o mais frequente.


A penetração anal tem sido por séculos a opção para aqueles que procuram preservar a virgindade e evitar gravidezes não desejadas, ou como uma opção em períodos de menstruação. Não obstante, é muito importante tomar algumas medidas que farão este tipo de relação sexual segura e satisfatória; por exemplo, o uso do preservativo é de vital importância, já que a mucosa retal é uma via de entrada de vírus e bactérias que podem invadir o órgão masculino e causar uma infecção; pela mesma razão, deve-se alterar o preservativo se contempla uma penetração vaginal, ou lavar o pênis, dedo ou a que se tenha empregado na penetração antes de introduzi-lo ao órgão reprodutor feminino.


Também deve ser levado em conta que, ao contrário da vagina, o reto não se autolubrica após a excitação, o que deverá ser utilizada, creme ou gel lubrificante com base de água (vaselina e óleos podem danificar o látex do preservativo); o produto deve ser colocado tanto no pênis ou dedo, como no ânus. Finalmente, tenha em conta que o reto podem vir a sofrer danos se o sexo é violento, de maneira que a penetração deve ser cuidadosa, progressiva e suave, retirando-se o receptor refere dor intensa ou se há forte resistência. Esta informação pode abrir sua mente para novas experiências com o seu parceiro.


6. Mau cheiro vaginal, não só quem tem relações sexuais:


Por natureza, a vagina tem um cheiro peculiar, com certa acidez, que não é desagradável e que deve-se às bactérias que compõem a flora microbiana que lá habita. Quando esta é alterada, o aroma que se desprende muda significativamente, chegando a ser penetrante. A causa mais comum do mau odor vaginal é a presença de uma infecção vaginal que deve ser tratada o mais rápido possível por algum ginecologista.


Outra causa comum, e que deve ser tida muito em conta, é a falta ou indevido higiene pessoal da vulva (entrada da vagina) e das áreas próximas a esta, onde podem se acumular suor e urina. No entanto, deve-se ter em conta que também a higiene excessiva altera a acidez da flora bacteriana, de modo que o uso de produtos perfumados, pode irritar a região e provocar um efeito não desejado. A revisão médica e resultados de testes de laboratório determinam a presença de microrganismos infecciosos e a forma de enfrentá-los, de forma que a medicação vai mudar se os causadores do problema com fungos ou bactérias.


Agora, a presença de microrganismos não-deve-se sempre ter tido contato sexual com alguém infectado, já que também podem ser apresentados por vestir roupas apertadas ou molhado, ou por levar bactérias do ânus para a vulva por má higiene genital. Cabe mencionar que não trocar as toalhas ou tampões no período de 4 a 6 horas, durante os dias durante o período menstrual, o que pode gerar mau cheiro vaginal.


7. A mulher pode engravidar na sua primeira relação sexual:


Muita gente considera impossível que se geste a concepção durante o primeiro encontro sexual, o que não tem fundamento médico, já que biologicamente não existe nenhum impedimento para que assim aconteça; é mais, algumas mulheres, por efeito do nervosismo e a ansiedade antes da noite de núpcias ou de sua primeira relação podem ultrapassar a ovulação e facilitar a concepção, fato que ocorre com muita freqüência.


8. Nem todas as pílulas anticoncepcionais engordam:


Alguns comprimidos para evitar a gravidez têm como efeito colateral o ganho de peso; no entanto, a indústria farmacêutica tem seguido a investigar e a lançou ao mercado pílulas contraceptivas que têm menos efeitos colaterais e até mesmo melhorar certos aspectos físicos, como a pele, que protegem do acne.


Agora, existem outros métodos contraceptivos que podem ser usados em vez de a pílula:



  • De barreira. Preservativo masculino e feminino ou diafragma.

  • Hormonais. Além das pílulas, injeções e implante de progesterona.

  • Dispositivos intra-uterinos.

  • Naturais. Ritmo e coito interrompido, mas são os menos confiáveis.

Cabe destacar que o mercado farmacêutico oferece também métodos em diferentes apresentações (óvulos vaginais, cremes, géis, supositórios ou espumas), e sua importância reside no fato de que contêm substâncias que matam os espermatozóides e serão aplicadas na vagina antes do ato sexual.


9. O intercurso sexual com cuidado durante a gravidez não faz mal ao feto:


Quando a gestante encontra-se em bom estado de saúde pode ter relações sexuais durante a gravidez, sem nenhum problema. Algumas mulheres consideram inapropriado, pois acreditam que, se há dano ao feto, coisa por demais falsa, já que o pau —por muito grande que seja— jamais será capaz de penetrar no útero, que é onde se encontra o bebê.


Mais bem, o importante é procurar posições que evitem que o abdômen da grávida sofre pressão; as mais recomendadas são:



  • Ambos de lado, procurando que a volta dela fique colada ao peito dele.

  • Ela sentada sobre o homem, que tem que estar deitado.

  • Também pode-se recorrer ao sexo oral, sobre o qual é importante esclarecer que, se a gestante ingere esperma não será alterado o curso da gravidez, nem sofrerá dano para o feto; o que se é importante é que o parceiro não tenha alguma doença de transmissão sexual.

10. O desejo sexual termina com a menopausa:


Aproximadamente aos 48 anos de idade, a mulher começa a experimentar mudanças gerados em seu aparelho reprodutor, já que, de maneira natural, os ovários produzem estrogênio (hormônio feminino) e, em menor quantidade, e isso se reflete na suspensão do sangramento menstrual (a última é chamada de menopausa), sudorese, ondas súbitas de calor, fadiga e depressão frequente. O conjunto desses sintomas que são conhecidos como climatério.


Além disso, a lubrificação como resposta ao estímulo sexual diminui significativamente ou o tempo para atingi-las é mais prolongado, além de que os grandes lábios da vagina reduzem a sua espessura e as contrações uterinas se tornam irritantes; por se fosse pouco, o desejo sexual é menos intensa do que quando tinham 20 anos a menos. Os fatores anteriores incidem para que uma mulher evada o tema das relações sexuais e a sua prática, de forma que os encontros sexuais com o seu parceiro se tornam mais espaçadas e, aparentemente, menos agradáveis.


Bem, pois nem tudo está perdido. Uma opção que muitas mulheres têm em conta é recorrer ao médico de tratamento com hormônios sintéticos que substituem as que já não se produzem, as quais, além de ajudar a eliminar afrontamentos, nervosismo, irritabilidade emocional, instabilidade mental, dores de cabeça ou outros sintomas do climatério, influenciam positivamente na manutenção da libido (desejo sexual). Tenha em conta que a prescrição deve fazer um ginecologista.


Estudos científicos apontam que a mulher que chega a esta idade com uma atividade sexual constante terá menos problemas nesse sentido durante o climatério. No entanto, não é demais sugerir que, para facilitar as relações sexuais podem ser utilizados lubrificantes que facilitem a penetração, que esta deve ser realizada apenas quando a mulher está preparada, e que no caso de que as dificuldades não sejam ultrapassados é possível visitar o sexólogo antes que a relação de casal o prejuízo.


Finalmente, é importante fazer menção do preservativo feminino, que é uma realidade cada vez mais popular; trata-se de uma fina capa de poliuretano (plástico) que se ajusta às paredes da vagina, possui um anel interno, que permite colocá-lo com facilidade, e outra externa (de maior tamanho) que evita que haja contato entre ejaculação e vulva. Ao contrário dos masculinos, são mais grandes e pode ser colocado até 8 horas antes do ato sexual. A sua eficácia contraceptiva é de 95%, quando utilizado corretamente, além disso, protege contra doenças de transmissão sexual.


Bem, agora conta com mais itens para fazer a sua vida sexual mais confiável e segura, você não acha?

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